Há tantos cantores de fama
Do presente e do passado
Na Mouraria e em Alfama
Já ouvi cantar o fado
O fado não é estranho
Canta-se em todo o lado
Eu nem uma cantiga arranho
Eu não sei cantar o fado
Cantar o fado gingão
Cantar o fado corrido
Ou uma simplea canção
Mesmo isso não consigo
Se a isso me obrigam
Tenho que dar um jeitinho
Com jeito talvez consiga
Cantar o fado sózinho
Se houver fadista presente
Talvez me possa ensinar
Eu ficarei todo contente
Talvez eu possa cantar
Á viola e á guitarra
Videira e Armando a tocar
Com uma cantiga bizarra
Mesmo assim não sei cantar.
Autor Jaime S. Guerreiro
18/7/2010
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
o ceguinho
Olho para o espelho 1º poema 2004
e não me vejo
não sinto amor
não sinto desejo
não sei quem sou
nem de onde venho
nem para onde vou
não vejo os gestos dos meus braços
não vejo as marcas dos meus passos
não vejo a luz da lua
não vejo o barco que flutua
não vejo a sombra das árvores
essa sombra transparente
minha visão está ausente
sinto esta dor no coração
agarei-me á oração
e a tudo quanto é crença
pedi aos medicos e á ciencia
e também pedi a deus
pedi a amigos meus
que me dessem um conselho
e agora já vejo
quando olho para o espelho.
JSGuerreiro
e não me vejo
não sinto amor
não sinto desejo
não sei quem sou
nem de onde venho
nem para onde vou
não vejo os gestos dos meus braços
não vejo as marcas dos meus passos
não vejo a luz da lua
não vejo o barco que flutua
não vejo a sombra das árvores
essa sombra transparente
minha visão está ausente
sinto esta dor no coração
agarei-me á oração
e a tudo quanto é crença
pedi aos medicos e á ciencia
e também pedi a deus
pedi a amigos meus
que me dessem um conselho
e agora já vejo
quando olho para o espelho.
JSGuerreiro
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