Olho para o espelho 1º poema 2004
e não me vejo
não sinto amor
não sinto desejo
não sei quem sou
nem de onde venho
nem para onde vou
não vejo os gestos dos meus braços
não vejo as marcas dos meus passos
não vejo a luz da lua
não vejo o barco que flutua
não vejo a sombra das árvores
essa sombra transparente
minha visão está ausente
sinto esta dor no coração
agarei-me á oração
e a tudo quanto é crença
pedi aos medicos e á ciencia
e também pedi a deus
pedi a amigos meus
que me dessem um conselho
e agora já vejo
quando olho para o espelho.
JSGuerreiro
sábado, 15 de maio de 2010
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